O seu filho já aprendeu a contar? Então, já está mais que na hora de falar para ele sobre o dinheiro também. Você, como responsável, não deve deixar isso se tornar um tabu. Ensinar o valor das coisas e o preço dos produtos é tão importante quanto mostrar o significado das moedas e de poupá-las. Ah, você ainda não sabe muito bem o que fazer, é isso?

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A Sicoob vai dar algumas dicas para te ajudar nessa missão (nada) impossível.

1 – Mesada: Essa não é uma regra, mas a mesada costuma ser muito indicada pelos consultores financeiros já que pode se tornar uma forma de a criança começar a lidar com o dinheiro a aprender o significado disso na prática. Claro que a quantia deve ser pequena e vai ser apenas como estímulo. O mais indicado é que essa ação aconteça com crianças que tenham, no mínimo 7 anos.

2 – Notas Escolares: As notas escolares não devem, de forma alguma, estar associada às mesadas. O estudo é uma responsabilidade da criança e esse comprometimento acontecerá com o tempo, o que vai resultar em um adulto mais educado e bem sucedido. Já a mesada, que nada tem a ver com a história, deve ser dada como premiação pelos estudos, no final de algum ciclo, por exemplo.

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3 – Poupar: Um dos primeiros ensinamentos que podem ser passados para as crianças é quanto à importância de guardar dinheiro, ao menos, uma parte do patrimônio. Esse hábito, acreditem, será muito importante no futuro.

Confira, abaixo, 3 notícias muito bacanas sobre “Poupar Dinheiro”:

4 – Objetivos: Assim como os pais, as crianças também devem ter objetivos financeiros. Se ele vai aprender a poupar, precisa fazer isso com alguma meta em vista. Sugira, a principio, algo que ele queira muito, mas que, no momento, você não “pode” dar. Faça ele entender a importância de se planejar para aquilo. Coloque adesivos em um pote com referencia à meta e mostre a importância da economia.

5 – Consumo Consciente: Vale para tudo! Água, energia e comida, principalmente. Isso, sim senhores, faz parte da educação financeira dos seus filhos. Não permite, por exemplo, que ele seja displicente com as coisas que compra e nem que as desperdice.

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6 – Desapego: Vai chegar um momento que você vai precisar mostrar a importância de desapegar. Faça, junto com ele, uma faxina no armário e, por que não, ensine-o a ser generoso com quem precisa. Trie as roupas e os brinquedos que não são mais usados e doe.

7 – Não: Se você não acha certo comprar algo, dê os motivos para tal pensamento. O valor é muito alto? O consumo não é necessário? O gasto vai exceder o limite do seu orçamento? Tenha paciência e explique cada detalhe e não o deixe fora da história. Educação Financeira é para crianças também, lembra?

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8 – Querer e Precisar: Continuando o raciocínio acima, mostre para o seu filho a GRANDE diferença entre querer algo e precisar de algo. Existem produtos que são necessários e outros que são luxo. Alimentação e limpeza são necessários, por exemplo.

9 – Supermercado: A educação financeira está no supermercado, não tenha dúvidas disso. Eleja os melhores produtos, dentro do seu padrão de consumo e mostre como é possível economizar, seja com a qualidade do produto ou com a escolha daqueles que estão mais em conta. Nos setores de frutas, por exemplo, existem aquelas que são da época e saem mais baratas em determinadas época do ano. Talvez ele não saiba disso.

10 – Salário: Abra o jogo sobre o seu salário e os gastos familiar. Mostre que seu salário não é tantas vezes maior do que aquilo que vocês consomem e mostre porque é importante poupar. Ensine-o sobre investimento: o que é, como funciona, quem pode fazer. Mostre que TUDO envolve dinheiro, seja a casa em que vocês moram ou a água que vocês bebem.

Bônus: Apesar de tudo isso que citamos acima, é você quem precisa ser o exemplo. Faça, exatamente, aquilo que gostaria que ele fizesse. Mostre o caminho correto. Faça ele acreditar nas suas palavras através das suas ações. Acima de tudo, as crianças e os filhos se espelham nos adultos e nos pais. É fato, é pesquisa e está comprovado. Se você faz o certo, seu filho, muito provavelmente, também vai fazer.

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A Educação Financeira pode significar mais do que duas simples palavras. Presentes e produtos, com certeza, vão fazer seus filhos sorrirem por um tempo. Mas só a sua companhia e o seu tempo vai o fazer sorrir por um longo período. O dinheiro é importante, e ensinar a educação financeira para ele é fundamental, porém, existem outros valores além dele.

“O estímulo não é para que as crianças queiram ser ricas, mas para que elas saibam lidar com o dinheiro no seu dia a dia. Isso fará com que elas tenham menos problemas financeiros, logo terão menos estresse e assim terão mais qualidade de vida”, comenta Álvaro Morelli, que é autor de livros sobre educação infantil e especialista no tema.

Método (nada convencional) de como educar as crianças além da mesada

Outro exemplo que podemos citar vem lá de Nova York. Há algum tempo saiu na internet a imagem de um pai com dois filhos brincando no parque. E na legenda, havia escrito as seguintes palavras: “Toda semana eu recebo um dólar de mesada. Então, eu tenho que escolher entre gastar, poupar, doar e investir. Se eu colocar o dólar em “investir”, meus pais pagam mais 2 centavos extras no final de cada mês, como incentivo. A estratégia tem dado certo e o menino já possui mais de 10 dólares”.

Isso se chama investimento! Receber Juros. Enriquecer! E como é bom aprender desde cedo, não é? Em resumo, o maior erro é tentar fazer a criança pensar como adulto na hora de falar sobre o dinheiro. Nunca faça isso, enfatiza Modernell. “Há uma tendência de querer tratar as crianças como mini adultos na hora de falar com elas sobre dinheiro, o que está errado”. Elas devem continuar sendo crianças, ok?

Você precisa ler essa notícia inteira e ver como funciona esse método. É uma ideia simples, mas que pode fazer muita diferença na vida adulta do seu filho. Confira!

Educação Financeira na Escola

A capacitação de agentes escolares e professores deveria ser fundamental no processo educacional do país. Porém, antes de qualquer coisa, é preciso incorporar a educação financeira na vida dos professores, para que, depois, eles transmitam aos alunos.

“O professor acaba assumindo para ele primeiro a educação financeira, para arrumar a vida e a da família dele, aí é treinando pedagogicamente para colocar esses ensinamentos para as crianças de forma ordenada”, comenta Reinaldo Domingos, da Dsop Educação Financeira.

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Mas, você se lembra de ter tido algo que se assemelha à “Educação Financeira” na escola? Esse é um tema que ainda não faz parte da grade curricular dos alunos, sejam crianças ou adolescentes. Sobre isso, o Trovo gravou um vídeo muito bem explicadinho, confira:

https://youtu.be/YyizO8IzUNo

Educação Financeira: o que falta para sairmos das dívidas e sermos bons investidores?

Outra pesquisa, agora da PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), mostrou que até outubro desse ano, mais de 60% das famílias brasileiras estavam endividadas, sendo que essas dívidas ficam em torno do cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal e prestação do carro e seguro.

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Com informações da Globo